quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Minha mãe

E se eu olhar sua foto bem de fundo
assim
hei de te enxergar brotada na minha aorta
cravejada no peito
e se eu esboçar minha saudade
hei de ouvir seu sussurro ali no
meu córtex , ali onde o silêncio
ecoa
e quieta assim num
canto espalmo a mão no
ouvido
até perceber a vibração
que brilha como água
só da sua lembrança
pálida
seu som
se triste eu ficar assim de tanta
saudade eu hei de ouvir sua
voz aqui dentro
quieta muda
aqui no delírio da minha
loucura
precipício de tudo que me
compõe
aqui onde seu sopro ainda brilha
E se eu olhar sua foto bem de fundo
assim...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Vendi a casa!

Na hora que li o trecho do texto do qual meu
irmão contava ao comprador da casa sobre a piscina me lembrei do
meu pai.
 
Eu tinha cinco anos...
 
Ele me chamou e me colocou dentro do buraco onde a obra aconteceria.
mandou os operários marcarem a altura do meu nariz e foi essa a
profundidade que a mesma teria.
Sem risco deu me afogar.
me esbaldei de menina à mulher grávida naquelas águas que
eram muito geladas. Diz a lenda que vinham
de uma mina . misteriosamente saia da boca de um sapo azul
marinho de louça.saia uma linha de água gelada.
mais uns ...
 
os outros quase vinte e cinco anos continuei
por ali plantando vida.
alguns anos errantes
minha vida e a vida daquela casa tem a mesma estrada
ela é quase como um colo
qdo dali sai era como se deixasse pela primeira vez a minha mãe.
mãe,pai,casa
que tudo siga luminoso num novo momento da história
que a vida continue brotando como todo dia  que ali vivi
brotando aos montões nas águas,matos,cheiros,flores e bichos
ah , os bichos.quantos e de todos os tipos.
Por isso e muito mais
obrigada pai , obrigada mãe , obrigada casa de Santa Teresa!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Delírios

Lírios moram
sob
a  sombra  prata da brisa
que alisa
no  limite por  trás da cortina
e  no devaneio da  cor  azul  de passeio
em  casa de veraneio

Jo sem make

domingo, 1 de agosto de 2010

O Sol iluminando nossas mentes

 ‎'Pedi e Recebereis', não é uma questão de fé, mas uma referência ao nosso potencial de criação. Use a lei de 'Ação e Reação' e crie HOJE o que deseja viver amanhã. Anna Sharp

sexta-feira, 23 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

...

O que acontece quando já demos tudo , sombra da minha vida
os percalços atravesso descalça
nosso castelo de pedras fundamentadas
e sonhos que são pura realidade
o que acontece no nosso dia-a-dia iluminado?
cada feliz acaso que gentilmente descarto
vida possuida em cada suspiro
agarrada à força e vivida , vivida
exaustivamente
o que acontece em cada percalço


MAUÁ

MAUÁ
Me empresta sua luz nessa noite sem lua.
É porque quero tomar um banho de rio 
com minhas sandálias de prata.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Esse é um dos lados da elegância!

ah

Se eu colocar o ouvido grudado no
seu peito hei de ouvir seu
passado gritando

sábado, 12 de junho de 2010

Delírios

Acordei devastada
nevada
calada na noite
o vento frio corria por entre
meus dedos
selos
petrificando minhas mãos
Acordei  como  terra  molhada
calada
ali  onde moram os princípios e os
declínios
delírios
e lírios moram
sob
a  sombra  prata da brisa
que alisa
no  limite por  trás da cortina
e  no devaneio da  cor  azul  de passeio
em  casa de veraneio

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordações e a saudade

Riscos de luz pairando na praça
pálida,cálida,
só uma brisa de lembrança
bancos tortos com a luz de uma
tarde,no meio
da tarde
//////////////////////
folhas secas,úmidas,únicas e a sua
presença ali como um toldo.
Vi fragmentos translúcidos

...

Ouvi seu sopro perto ali do cortex
seu coração quase pulsava
boiando ali no meu esquecimento

...

Estive visitando meu passado,
minhas lembranças,minha
essência,
cheguei à minha raiz,minha identidade prima.
De lá para cá foram só acessórios.

Contador


free hit counter

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Assim

Vou lá fora em busca da tua luz.
Trago comigo a sua folha. 
Brotou na palma d minha mão, 
essa sua imensidão.
Leva no seu corpo a minha respiração tatuada. 
Caminho por rios inavegáveis.
Me molho em águas improváveis. 
Depois desperto leve nessa floresta imaginária.

,,,


Visto e desnudo
cada gota suada , bordada,dedilhada.
acordo num brejo
acordo e já me viro
leve como suspiro
respiro