sexta-feira, 23 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

...

O que acontece quando já demos tudo , sombra da minha vida
os percalços atravesso descalça
nosso castelo de pedras fundamentadas
e sonhos que são pura realidade
o que acontece no nosso dia-a-dia iluminado?
cada feliz acaso que gentilmente descarto
vida possuida em cada suspiro
agarrada à força e vivida , vivida
exaustivamente
o que acontece em cada percalço


MAUÁ

MAUÁ
Me empresta sua luz nessa noite sem lua.
É porque quero tomar um banho de rio 
com minhas sandálias de prata.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Esse é um dos lados da elegância!

ah

Se eu colocar o ouvido grudado no
seu peito hei de ouvir seu
passado gritando

sábado, 12 de junho de 2010

Delírios

Acordei devastada
nevada
calada na noite
o vento frio corria por entre
meus dedos
selos
petrificando minhas mãos
Acordei  como  terra  molhada
calada
ali  onde moram os princípios e os
declínios
delírios
e lírios moram
sob
a  sombra  prata da brisa
que alisa
no  limite por  trás da cortina
e  no devaneio da  cor  azul  de passeio
em  casa de veraneio

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordações e a saudade

Riscos de luz pairando na praça
pálida,cálida,
só uma brisa de lembrança
bancos tortos com a luz de uma
tarde,no meio
da tarde
//////////////////////
folhas secas,úmidas,únicas e a sua
presença ali como um toldo.
Vi fragmentos translúcidos

...

Ouvi seu sopro perto ali do cortex
seu coração quase pulsava
boiando ali no meu esquecimento

...

Estive visitando meu passado,
minhas lembranças,minha
essência,
cheguei à minha raiz,minha identidade prima.
De lá para cá foram só acessórios.

Contador


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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Assim

Vou lá fora em busca da tua luz.
Trago comigo a sua folha. 
Brotou na palma d minha mão, 
essa sua imensidão.
Leva no seu corpo a minha respiração tatuada. 
Caminho por rios inavegáveis.
Me molho em águas improváveis. 
Depois desperto leve nessa floresta imaginária.

,,,


Visto e desnudo
cada gota suada , bordada,dedilhada.
acordo num brejo
acordo e já me viro
leve como suspiro
respiro

...

Cavalgo por desertos estéreis
brilhas e fagulhas a dourar
acordo e desboto no alvorecer

...

Página em branco
qual um pranto
sombra de rebanho
sem enfadonho
perco os lírios ditos sujos
aborreço o alvoroço
rosto sem esboço

domingo, 6 de junho de 2010

simples assim

Precisei sofrer cada dor
que cada lágrima me cobrava.
Precisei de tudo isso 
para renascer
muda
nua
suja
mas só que que pertencia à mim mesma.

Sala vazia

Eu venho te ver todo dia
e só encontro essa porta fria

E o engano do tamanho do 
seu silêncio

Ou o silêncio do tamanho
do seu desencanto.


Eu venho te ver nessa
ilha vazia


e quem me recebe é essa
luz que te denuncia.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Fragmentos

Me empresta sua luz nessa noite sem lua.
É porque quero tomar um banho de rio 
com minhas sandálias de prata.