sexta-feira, 11 de junho de 2010

Recordações e a saudade

Riscos de luz pairando na praça
pálida,cálida,
só uma brisa de lembrança
bancos tortos com a luz de uma
tarde,no meio
da tarde
//////////////////////
folhas secas,úmidas,únicas e a sua
presença ali como um toldo.
Vi fragmentos translúcidos

...

Ouvi seu sopro perto ali do cortex
seu coração quase pulsava
boiando ali no meu esquecimento

...

Estive visitando meu passado,
minhas lembranças,minha
essência,
cheguei à minha raiz,minha identidade prima.
De lá para cá foram só acessórios.

Contador


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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Assim

Vou lá fora em busca da tua luz.
Trago comigo a sua folha. 
Brotou na palma d minha mão, 
essa sua imensidão.
Leva no seu corpo a minha respiração tatuada. 
Caminho por rios inavegáveis.
Me molho em águas improváveis. 
Depois desperto leve nessa floresta imaginária.

,,,


Visto e desnudo
cada gota suada , bordada,dedilhada.
acordo num brejo
acordo e já me viro
leve como suspiro
respiro

...

Cavalgo por desertos estéreis
brilhas e fagulhas a dourar
acordo e desboto no alvorecer

...

Página em branco
qual um pranto
sombra de rebanho
sem enfadonho
perco os lírios ditos sujos
aborreço o alvoroço
rosto sem esboço

domingo, 6 de junho de 2010

simples assim

Precisei sofrer cada dor
que cada lágrima me cobrava.
Precisei de tudo isso 
para renascer
muda
nua
suja
mas só que que pertencia à mim mesma.

Sala vazia

Eu venho te ver todo dia
e só encontro essa porta fria

E o engano do tamanho do 
seu silêncio

Ou o silêncio do tamanho
do seu desencanto.


Eu venho te ver nessa
ilha vazia


e quem me recebe é essa
luz que te denuncia.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Fragmentos

Me empresta sua luz nessa noite sem lua.
É porque quero tomar um banho de rio 
com minhas sandálias de prata.

...

Me diz o que a sua alma carrega de mais sublime.
O que se oculta por trás do que não vês?
Qual a cor de sua dor infinita? Mas só enquanto dorme.

...

O que me restou de você me parece pouco.
Acaricio o antigo porta-jóias pois o roçar me leva até 
onde meu braço não mais te alcança.
Por onde caminhas agora,além daqui , na minha lembrança?

...

Ah sim , isso eu já conheço! Era só um tropeço.
Bela é essa sua dor.
Essa ai que carregas no teu ombro esquerdo.
Pequena e trêmula dor.
Ah é ali onde você não sabe.
Ali na imensidão da dúvida.
é ali que tudo cabe.

Louca de poesia


Louca de poesia
qual segredo passou imune , inóculo,sem invólucro?
qual perdão não padeceu da tua atenção?
qual grão germinou sem perdão?
que dia nasceu sem orgia?
qual palavra não cabe na calada?
qual guia perdeu a romaria?
sem prumo dormiu na folia
na revoada perdeu a pegada
na noite desceu qual um alvoroço
sem medo teceu um amoleto
sem pranto calou seu desencanto
sem nó  bordou com cipó
sem ardor corou com calor
de amor
sem pudor
com louvor

Prelúdio


Prelúdio
O prelúdio de uma noite bem vazia
lua magra
sombra das vozes loucas
gritos ocos
quase escuto seu suor
lágrimas de chuva
nuvens ainda duras
ainda corro na relva serena de noite
fria de verão 
e desperto
nua em meu  sono
sorrio em combustão
o sopro que te  causou confusão
ebulição

sábado, 29 de maio de 2010

Carta do meu irmão!


LEMBRANÇAS

-Muito amigo do pai dele . O Pai gosta muito dele .
Em meio a apertos e esfregões , quando ainda eu estava deitado ou acordando , ou mesmo num sofá de sala ,, essa é uma das muitas recordações do nosso Pai , que guardo nas minha memória. Uma de suas formas de expressar seu carinho e preocupação com seus filhos.
Me lembro , quando as vezes me levantava mais cedo lá no quartão e após descer ao andar principal  , a vê-lo no “banheiro verde”, a se barbear , com aquele espelho  refletindo no outro .Ao me aproximar me “pintava” com a ponta do pincel de barba , cheio de espuma .
Me lembro da época do galinheiro , que cedo da manhã , lá ele ia atrás dos ovos , e vez ou outra um de nós o acompanhava .Galinheiro que um dia ganhou marrecos , patos etc,, para alegria dos gambás da região.
Me lembro das viagens de veraneio , cujo cerimonial incluía além da retirada da garagem do carro por um de nós a sua observação do outro lado da rua para a casa , para admira-la , orgulhar-se e a procurar alguma coisa que até hoje não sei o que pudesse ser.
Me lembro das viagens a Mendes em que ao mesmo tempo que  nos “apresentava” aquele local lindo e calmo ,e hoje imagino ,  sua mente fazia uma viagem no tempo de boas  recordações e tristezas vividas .
Me lembro da reunião promovida por ele na “ oficina” em que foi feito um plesbiscito entre nós , para saber se preferíamos um quarto único sem divisórias ou quartos separados .Eu e  Bill optantes pela individualidade fomos votos vencidos .
Me lembro da viagem à Europa , que nenhum lance podia passar despercebido a sua lente fotográfica .Os slides tão vistos , estão por aí......
Me lembro das vezes em que ele se retirava à sala de baixo para , mergulhado em si mesmo , pensar sabe-se lá no que ,,, Quem sabe refletindo sobre o trabalho , a vida , a família ,, as obrigações e sonhos ,,, enfim , quem sabe hoje possamos achar que pudesse ser esses ,  momentos de depressão e dúvidas.
Me lembro do orgulho de ouvir a rádio chamar a filha dele para entrar no ar ao vivo a dar notícias ...
Me lembro de um dia me confidenciar no seu quarto naquela cadeira de balanço de madeira , que não gostaria de se  submeter ao tratamento da doença e virar um trapo vivo . Quis dizer que preferiria  ir “ mais ou menos “ inteiro.
Me lembro quando fiz uma viagem a Bahia “ de carona” que após a volta , ele se mostrou orgulhoso pela “ousadia” do filho .
Me lembro do seu pedido firme para o uso da educação ao pedir o taxi pelo telefone .O capixaba usou até o Dr.....
Me lembro de vê-lo nas manhãs a regar seu jardim que tanto admirava.
Me lembro da satisfação dele em freqüentar a feira livre do rio comprido nos sábados pela manhã , onde brincava com todos e  ganhava energia nova , lidando com aquela gente simples. A compra da sardinha de um vendedor preto e que sequer tinha uma barrquinha era um dos pontos de parada preferido.
Me lembro quando “eskibon” gritava ao longe ,, e que na maioria das vezes não tínhamos liberação para comprar. Grana curta....
Me lembro que na reforma do quartão , planejado para o mês seco junho , choveu como nunca. Nessa obra umas das telhas “escorregou “ e foi parar na varanda da sala de vidro . Que perigo ,, que estresse deve ter rolado..
Me lembro da inauguração da piscina , e sua manutenção a cada folha que caía naquele espaço regado pela boca do peixe azul...No inicio a vizinhança se aflorava por lá, a saber os camões e romanos ,,, Olho gordo que a Dona Ilnah deve ter resolvido com a famosa “ arruda”.
 Me lembro do “ esporro”  dado a um empregado que voltou que após ter tido um destino arranjado na Bahia , voltou para sabe-se lá o que ...
Me lembro da estória do motorista contratado para dirigir a veraneio e que virou jardineiro ,,e que não durou o tempo suficiente para a chegado do carro.
Me lembro quando ouvi dele o conceito do ‘ consórcio” , uma das formas de comprar um carro. Quanta espera ........entre lances e sorteios...
Me lembro  da estória de quando numa madrugada ao ouvir barulho na garagem e a olhar pelas venezianas do quarto a ver um carro igual ao dele a manobrar . Desceu e viu que era a turma do ministério a fazer ronda num veículo similar. 
Me lembro da estória de que quando o mais velhos dos filhos passou no vestibular , da alegria e comemoração dele e da mãe, no largo do machado após ler o jornal  com a classificação ,, como que comemorando uma etapa concluída ...
Me lembro numa noite que após a chegada em casa alertou que o filho do vizinho havia contraído doença venéria e muito sem jeito disse para que tomássemos cuidado.
Me lembro uma vez juntos no serafim tomando uma cerveja caracu em que o serafa perguntou se ele já havia me levado na casa cor de rosa ,,, Ele ficou sem voz e desviou o assunto...
Ia me esquecendo de mais uma ,,,, na mesa de refeiçã a cada assovio dele  na sopa , o suspiro de raiva do Bill ...
Me lembro quando no leito do hospital , logo após a passagem dessa vida para a eterna , me veio a mente .
-OBRIGADO POR TUDO , PAI

Ontem vindo para casa no radio do carro ouvi uma música do renato russo “pais e filhos” , que diz...
VOCE CULPA SEU PAI POR TUDO , ISSO É UM ABSURDO ...
SÃO CRIANÇAS COMO VOCES
O QUE VOCE VAI SER QUANDO VOCE CRESCER

Marilio Pombo , 20 anos de saudades ....
São Paulo , Brasil , maio de 2010
Roberto

domingo, 2 de maio de 2010

Esperando o lançamento!!!!! Viva a babucha!!!!!!!!!!!!!!





E-mail
pistasbabuchamtp.jpgSe a babucha causou estranhamento
quando voltou à tona no desfile de verão
2010 da Chanel, os fashionistas já
encontram
versões do típico sapato escocês
 sob formas
 mais modernas e confortáveis.
Príncipe Verde criou uma versão mais
 baixa
 e de bico afinado para conquistar quem
ainda tem medo do calçado do próximo verão.

J.O. chiquérrima

Para recarregar a bateria


 


 
Conexão da Semana: Pare   de  02 a 08/05

O cabalista vive seis dias de uma maneira, e o sétimo de um modo bastante distinto, porque sabe que é preciso uma pausa para re-avaliar e começar de novo, com nova inspiração.

É sobre esta oportunidade  muito luminosa que a Torá nos fala esta semana. Sobre a possibilidade que temos de interromper  o "fazer" compulsivo e re-avaliar o sentido de nossa existência. Vivemos tão apressados e cheios de objetivos que não conseguimos parar, e portanto, também não conseguimos re-começar.

É preciso parar, perder a pressa, refletir e, principalmente, respirar.

Experimente isto nesta semana. Sempre que puder, pare um pouco e esvazie. Somente assim é possível despertar para uma nova vida.

Shalom!